segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"É feito canção, qualquer coisa assim, que tem seu começo, seu meio e seu fim. "

O amor tem fim?
O que é  amor?
São perguntas na minha cabeça para as quais não encontro respostas.
E ultimamente o que mais tenho me questionado é  se vale tudo por amor.
Vale a pena tentar um pouco mais, esperar mais uma vez, esquecer outro tropeço, apagar mais uma palavra, fingir não se importar com aquela briga boba de ontem, deixar pra lá a mania por vezes inaceitável etc.
Vale a pena esperar passar a tempestade pra ver o tão desejado arco-íris. Vale a pena fechar os olhos pros defeitos imutáveis. Vale a pena passar horas sem um "te amo" no meio de um dia inteiro, corrido e atribulado. Vale a pena esquecer o beijo não dado, o carinho não recebido. Vale a pena entender um pouco mais a vida difícil nos dias de hoje, a falta de tempo, os estresses patológicos.
Vale?
Vale.
Uma amiga me disse: antes as pessoas consertavam. Hoje, se separam por ser mais prático.
E o que é pior? Enfrentar tantas dificuldades a dois ou viver sozinho com aquela dor do vazio que sangra?
A verdade é que quando se tem amor a gente sempre acha um jeito de fazer valer a pena. Se bater o cansaço, a gente respira fundo e dá mais uns passos adiante, sobe mais alguns degraus.
"... A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído,
inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta?
O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
o amor será sempre o desconhecido..."

terça-feira, 28 de julho de 2015

Um café e um amor quentes, por favor!

Texto publicado no blog Olhar em Volta


Por Monique Oliveira

“Um amor e um café quentes, por favor.”

Quem nunca ouviu ou leu essa frase? E quem não faz esse pedido para o atendente, na imaginação? Diria até que é a frase do momento. Vai para os “trends”.
O sentido disso não é muito difícil. O café, para ser apreciado, antes precisa de água quente, pó na medida certa e um recipiente térmico que conserve sua temperatura.
Não é assim com o amor também?
Paixões em ponto de ebulição suficiente para que se misture com o conteúdo do filtro e dois corações que mantenham o líquido quente por um bom tempo.
Tal conteúdo – o pó extraído da moenda dos grãos do café – é tudo que vem na alma e no espírito de cada indivíduo. Todos os sentimentos de vida, todas as experiências passadas, tudo que se aprendeu dia após dia. O “eu” de cada um é colocado no filtro – 102 ou 103 – para que ao ser diluído pela água quente, seja filtrado.
De manhã, o café além de ser a bebida preferida no primeiro alimento do dia, aquece e dá energia. No fim da tarde, é como se fosse o “up” para o anoitecer. Aquela respirada que se dá quando ainda tem mais umas duas ruas para entrar antes de chegar ao destino final.
O amor é o que faz pulsar o coração e dá vida ao corpo. Ao longo da vida, é o que energiza a matéria humana. E quando se chega próximo aos seus finais, é o ar daquela respirada.
A borra de café que ficou no filtro – e deverá ser descartada – são todas as coisas desnecessárias. Não pode ser ingerido. Não serve nem para por nos pratos dos vasos de plantas.
E necessariamente deve ser consumido quente. O café. O amor.
Agradeço ao escritor Chagas Botelho pela publicação no Portal O Dia, canal de comunicação do Piauí.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

É cedo para falar de rebaixamento? Vasco dá novo vexame jogando em casa


O que acontece com o Club de Regatas Vasco da Gama?

Quem consegue explicar como um dos mais tradicionais cariocas pegou o caminho do abismo em disparado?

Clube marcado por títulos importantes e alguns deles até exclusivos, o Gigante da Colina – assim chamado por sua fanática torcida – amargou dois rebaixamentos em menos de sete anos, e está caminhando a passos largos para a terceira queda para a Série B do campeonato Brasileiro. O que seria também um fato histórico.

Único time carioca bicampeão sulamericano – com os títulos de 1948 e 1998 -, tetracampeão brasileiro, além de vários campeonatos estaduais, o cruzmaltino parece que perdeu o hábito de vencer.

O Trem Bala da Colina – outra de suas alcunhas – já teve nomes consagrados como Roberto Dinamite, Domingos da Guia, Romário, Edmundo, Juninho e tantos outros, hoje passa pela temporada atual com um elenco fraco tecnicamente e que, em campo, parece mais perdido que cego em tiroteio.

Nas duas últimas partidas antes da 15ª rodada no Brasileiro, a equipe mostrou marcação um pouco eficiente conseguindo neutralizar seus adversários em grande parte do tempo de bola rolando, levando às vitórias. Mas no jogo de domingo contra o Palmeiras, em São Januário, parecia que a equipe comandada por Celso Roth estava com 11 jogadores a menos que a alviverde. Sim! Nenhum jogador em campo. Ou o Palmeiras estava com 22 atletas.

O fato é que no primeiro tempo os visitantes já emplacaram três gols, abrindo a larga vantagem sobre os donos da casa, que lentamente corriam pelo gramado sem saber que direção seguir. No segundo tempo, o jogo já desenhado na etapa anterior, caminhou-se ao fim previsto com a derrota de 4 a 1 dos vascaínos, mesmo com uma tímida melhora na movimentação do meio para frente, com a entrada de Riascos.

O que se vê é nitidamente um time sem perspectiva de um futuro melhor. Talvez por crise financeira, por gestões fracassadas, ou meramente por jogadores/técnicos ruins – o que não é verdade. Afinal o elenco do cruzmaltino não é dos piores do mundo, apesar não apresentar uma qualidade técnica/tática de se respirar aliviado. Mas daria para pelo menos fugir da assombração da degola.

O respeito – de fato merecido – está longe de voltar. Paixões a parte, há de se reconhecer o quão injusto é ver clubes com marcas históricas – como é o caso do CR Vasco – definharem a cada temporada.

Foto: www.lancenet.com.br

Por Monique Oliveira

terça-feira, 21 de julho de 2015

Xadrez (Desafio Primeira)


05:42
Desperto.
Penso: queria aprender xadrez.
Acho chic.
Dizem que faz bem pro intelecto.
Adepto.
Fecho os botões. "Clic".
Incerto.
Visto minha máscara do dia. 🎭
Dentro do armário, meu melhor sorriso havia.



Clarice's

" Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."


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